











Não foram dias de luto, apenas parei por um tempinho por problemas de força maior. Vou fazer minhas considerações sobre as fantásticas partidas das quartas-de-final e do suado e acalorado 1º confronto da semifinal (que estou assistindo nesse exato momento).
Brasileiros, holandeses, uruguaios e ganenses. Alemães, argentinos, espanhois e paraguaios: preparem os kits de primeiros socorros porque os próximos dois dias são para corações fortes, nunca se sabe...
Os gajos fazem um bom conjunto e a geração atual é uma das melhores que nossos irmãos de sangue têm em toda a história. Mas, na prática, é Cristiano Ronaldo, Deco e mais nove. Quando o luso brasileiro não joga então, fica tudo bem difícil.
Não assisti a Japão e Paraguai. Pra ser honesto, vi o segundo tempo da prorrogação e o drama das penalidades. Posso falar, deu pena dos japas. Apesar de achar que eles chegaram onde tinham que chegar, me bateu uma pontinha de dor pela minha herança genética.

LUIS FABIANO !
Agora sim! Valeu a pena enfrentar o trânsito e o stress dos colegas apressados no meio da rua para assistir ao melhor desempenho do Brasil nesta Copa. O placar podia ter sido maior, mas não há nada a reclamar. Como foi bom ver o escrete verde e amarelo botar medo nos adversários. Não só no Chile, como nos holandeses também, que já estão cheio de dedos para falar de nossos grandes jogadores.
E o maior de todos foi? Luis Fabiano! Lembrei do tempo em que gritava exatamente isso a plenos pulmões depois de ver mais uma vez o camisa 9 tricolor estufar as redes adversárias. O gol foi uma pintura, com passe de Kaká e jogada muito bem trabalhada.
Ramires também fez sua parte, dando mobilidade ao time e atuando como belo armador, após arrancar do meio de campo e assistir Robinho, que agradeceu a gentileza com atrevida categoria, colocando a bola aonde 2 arqueiros chilenos juntos nunca chegariam. A zaga brasileira também foi premiada, com a fantástica atuação de Lúcio (tanto na defesa quanto no deslocamento ao ataque) e com o gol de Juan, típico daquele que sabe se colocar na área.
Não foi nota 10. O meio se perde em alguns momentos, Michel Bastos pouco produz, sobrecarregando o lado do Maicon e não temos opções no banco para mudar a cara do jogo. Juan subiu com estilo e proteção dos companheiros para abrir a porteira chilena, mas demorou exatos 34 minutos para tirarmos nosso zero do placar.
Contra a Holanda vai ser diferente. O time é talentoso, com jogadores inteligentes e decisivos. A Eslováquia sentiu bem isso, sendo dominada desde o início, sem saber por onde sair. A postura holandesa é segura, com poucos erros de passe, sem quase dar chances de graça aos rivais. Não chega a encher os olhos, mas o aproveitamento é de 100% e os “laranjinhas” não suportam a idéia de serem eliminados pela amarelinha de novo.
Gol do Fabuloso. Gol de Ramires e vaga assegurada no time titular. Kaká mostrando estar bem melhor fisicamente e Valdívia deixando sua marca, mas sem abusar de nossa paciência. É só o que eu peço...
Robben em campo desde o início, ditando o ritmo do jogo. Não vai dar para os eslovacos, jogaço pra não esquecer.