Horas atrás, tive que decidir qual das 2 partidas eu acompanharia pela TV, a do Manchester em Marselha ou a do Bayern
Já para decidir a quem torceria, não tive problemas. Após o término do reinado de Falcão na Roma e do fim da era mágica de Careca e Maradona no Nápoli, me rendi aos encantos dos holandeses que jogavam no Milan no fim da década de 80 e esse amor ao “rubro negro” italiano só cresceu com as atuações de Cafu, Serginho e, mais recentemente, de Kaká. Dito (ou escrito) isso, fica fácil entender porque sinto uma enorme antipatia pela Internazionale.
Já o Bayern sempre foi meu predileto na Alemanha, apesar de não ligar muito para o futebol daquelas bandas. Quando era garoto, lembro de ter torcido muito para a seleção germânica por causa de um “tal” Rummenigge e do grande defensor Paul Breitner, histórico zagueiro da principal equipe de Munique. Breitner era um dos craques daquele time e fez o gol alemão na final da Copa de 82. Pena que a Itália do maldito Paolo Rossi foi a campeã da Copa do Mundo em gramados espanhóis há quase 30 anos.
Voltando ao presente, vejo um jogo bem corrido nos primeiros 10 minutos, com maior presença do ataque italiano. O poderio ofensivo alemão só desperta depois que o holandês Robben começa a visualizar seu companheiro francês Ribéry escapando da boa marcação da defesa italiana.
A partir daí, o Bayern começa a gostar do jogo. Ao contrário do setor ofensivo da Inter, que pára
Dois minutos depois, o jogo ferve. O meia do Bayern Luís Gustavo, de novo, assusta a meta milanesa com chute forte da intermediária. Em contra-ataque armado pelo brasileiro Maicon, a bola chega até o italiano Cambiasso que dá o troco, mas perde gol feito quase dentro da pequena área.
A essa altura, o Bayern estava melhor
Depois de alguns momentos mornos no Giuseppe Meazza, a partida quase tem seu placar inaugurado. O camaronês Samuel Eto’o faz jogada típica, se livra da marcação de 2 defensores do Bayern e só não marca porque o goleiro Thomas Kraft está em noite inspirada.
Os últimos 15 minutos são disputados, mas sem muita emoção. Muita correria, jogo truncado e sem brilho de ambas as partes. Destaque apenas para duas chances desperdiçadas pela Inter, com Sneijder e Maicon, não oferecendo muito perigo ao jovem goleiro da equipe alemã.
Nos primeiros segundos da etapa final, Thomas Muller quase marca o primeiro gol depois de resvalar a cabeça na bola e pegar Júlio César desprevenido. Dez minutos depois, a partida parece finalmente engrenar: Cambiasso perde gol feito após rebote do goleiro em chute de Eto’o. O Bayern contra-ataca e Robben carimba a trave.

Aos 35 minutos, o empate sem gols se justifica pelas muitas faltas no setor de meio campo, algumas até um pouco bruscas. O confronto de ida das oitavas segue morno, eis que Eto’o (quase sempre ele) faz um passe a Stankovic na direita. O atacante bate em direção a pequena área, mas a bola é rebatida por Kraft e afastada por
Nos minutos finais, o jogo ganha um pouco mais de velocidade, com as duas equipes dispostas a tirar um dos zeros do placar no desespero. Por jogar em casa, o time milanês mostra mais disposição. Sneijder bate falta com desvio na barreira, levando perigo aos 39 minutos. Thiago Motta cabeceia bem em escanteio cobrado na sequência, obrigando o jovem goleiro do Bayern a realizar difícil defesa.
Mas, a noite é do Bayern: quase nos acréscimos, o holandês Robben abre espaço e bate de longe, Júlio César rebate bola relativamente fácil e o centroavante Mário Gomez só encosta para colocar a bola no fundo do gol.
